Ciúmes


  O ciúme existe em uma forma universal. Todo mundo tem ciúmes já que o mesmo tem a ver com um sentimento de preservação de algo. O ciúme é uma reação despertada por uma ameaça percebida (real ou imaginária) de perda do parceiro ou perda do seu afeto e/ou atenção.

  Devemos tomar cuidado para distinguir o ciúme normal do patológico. O normal decorre de uma ameaça real de perda, de traição, enquanto o ciúme patológico se baseia em evidências fictícias, ou seja, mesmo sem nenhuma ameaça real.

  O ciúme afeta a relação quando ele está excessivo e quando não há motivos reais para tê-lo, isso causa um desgaste na relação, pois as suspeitas de uma pessoa são infundadas para a outra.

  A perda da individualidade do casal, da vida social de ambos ou de uma das partes são indícios que o ciúme existe e que está afetando a relação. Com o decorrer do tempo é possível um desgaste entre o casal, pois passam a não se reconhecerem como pessoas individuais, passam a maior parte do tempo juntos não atentando-se as suas próprias vontades.

  Se além da observação e dos diálogos com o parceiro esse ciúme se tornar um sofrimento, prejudicial para o casal é importante à conscientização de ajuda terapêutica. A terapia configura para a pessoa que sente o ciúme e/ou para o casal com métodos de aumento da autoestima, melhorando as relações interpessoais e as habilidades sociais do parceiro. Em caso de excessos, o trabalho vai em direção aos pensamentos obsessivos de traição e de posse do ciumento podendo ocorrer o manejo de remédios psiquiátricos.

 “Mais fundamental que o amor é a liberdade. A liberdade é o alimento do amor. O amor é pássaro que não vive em gaiola! Basta engaiolá-lo para que ele morra! Ter ciúme é reconhecer a liberdade do amor. O desejo de liberdade é mais forte que a paixão. Pássaro eu não amaria quem me cortasse as asas. Barco eu não amaria quem me amarrasse no cais.” 
RUBEM ALVEs